Macklovitch e Gemayel causaram um grande impacto, tanto na crítica quanto nas vendas, com o segundo álbum "Fancy Footwork", que provou ser uma mina de sucessos, tão popular quanto uma musiquinha de comercial, assim como foi a história de sucesso nos clubs.
Com uma data marcada no London Forum, 25 de novembro, Andy Malt se encontrou com o vocalista Dave 1 para conversar sobre a exploração no passado, o progresso no presente e os planos para o futuro.
AM: Quando vocês começaram a fazer música juntos, no colégio, qual era o tipo de som naquela época?
DM: Isso foi em 1992, eu tinha 14 anos. Eu diria que as músicas eram um tipo de jazz ácido no início. O primeiro disco do Jamiroquai tinha acabado de sair. Estávamos curtindo muito aquilo, Incognito, Brand New Heavies - Eu tava re-ouvindo aqueles discos à propósito. É hora de trazer o jazz ácido de volta! O primeiro álbum do Roots teve uma grande influência pra gente também. Aí embarcamos no funk dos anos 70 e 80 e começamos a produzir discos de hip hop com tudo que 'arquivamos'.
AM: Quanto tempo levou pra vocês desenvolverem um som que fosse reconhecido como "Chromeo" ? Foi uma direção que vocês tomaram intencionalmente ou algo que naturalmente aconteceu?
DM: Levou um tempo. Não tínhmaos uma direção criativa definida quando assinamos com a Turbo, não sabíamos o que estávamos fazendo. Simplesmente começamos a fazer músicas que não eram mais hip hop e naturalmente a coisa se desenvolveu daí. Pee se aprofundou nos sintetizadores, eu escrevi mais letras. De algum lugar na linha do funk dos anos 80 veio a influência que uniu tudo isso. Pegamos discos como Les Rythmes Digitales e "Discovery" do Daft Punk, e queríamos levar isso ainda mais longe. Fizemos "Woman Friend", aí "So Gangsta". Na hora que "Needy Girl" surgiu, a direção ficou clara...
AM: Como você o progresso do Chromeo ao longo do tempo? É algo que você poderia continuar por tempo indeterminado, ou algo com um tempo limitado de alguma maneira?
DM: Indefinido, enquanto provármos para nós mesmos que podemos continuar a expandir nosso som o suficiente para colocar mais idéias nele, que inicialmente não correspondem ao estilo do Chromeo. Pegue "Moma's Boy" ou "J' ai Claqué la Porte", por exemplo. "Momma's Boy" ainda é um dos nossos maiores sucesso - uma vez que vimos como ela foi recebida, foi tipo "Ok, podemos fazer qualquer coisa dar certo com o Chromeo". O mesmo foi com "Don't Turn the Lights On". Nosso desafio artístico é refinar nosso som, fazê-lo mais sofisticado, rico, mais polido, nos tornar melhores compositores e instrumentistas, e ao mesmo tempo manter a ingenuidade de músicas como "Tenderoni" ou "Bonafied". É uma tarefa difícil e poderíamos ficar nisso por um tempo.
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Fonte: TheCMUwebsite


