segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ION Magazine: O começo, Bushmills, Surface 2 air, dando aulas e Jack White.

Saiu no site da ION Magazine, dia 8 deste mês, uma entrevista MUITO legal (mas muito legal mesmo, é grande mas vale a pena!) com o P e o David.









Na capa dessa edição estão Dave 1 e P-Thugg do Chromeo. Ser retrô em um mundo Ocidental não é fácil.  Tendo quebrado muito rapidamente a janela de pixieglass do segundo ano com o hit do LP Fancy Footwork,  o Chromeo está sacando as suas armas – não se re-inventando, mas ficando com o som que lhes é familiar. O novo disco, Business Casual, é uma gravação clássica do Chromeo (sim, o terceiro álbum da banda pode ser clássico) que vai agradar tanto os fãs dos trabalhos antriores e fãs de electro funk pop da década passada. ION teve sorte suficiente em ter Love & Electirk, uma jovem e popular atuação de gênero similar, entrevistando Dave1 e P-Thugg. Nunca mais essas duas bandas podem estar no mesmo quarto, como qualquer catástrofe poderia ser esvazia a piscina do Funk canadense.

Então nós ouvimos o seu album Business Casual. Qual foi sua inspiração musical nesse disco, em comparação com os anteriores?
Dave 1: Eu diria que nós escutamos muito mais rock clássico – rock clássico dos anos 70, soft rock, Toto, Boz Scaggs, mas quer dizer...
P-Thugg: Ainda há muito funk, mas o soft rock meio que nos deu uma nova direção.
Dave 1: Há também musicas que soam meio como nada. “Don’t turn the lights on”, para mim, a única influência foi, como, talvez Sade para determinadas melodias.

Vocês são os porta vozes do whiskey Bushmills. Vocês bebem puro ou com gelo?

P-Thugg: Com gelo.
Dave 1: Na verdade é muito bom.
Eu não sei muito sobre whiskey então o fato de eu poder bebê-lo... Quer dizer, aí é que está, quando você é uma banda como nós, e você não está na rádio e você não está em um grande programa de TV, existem muitas maneiras de financiar uma turnê e também ter algum tipo de preço de promoção. Eu sei que um monte de pessoas tradicionais podem pensar que é uma coisa de traição, mas isso realmente não quer dizer nada nessa época. Como eu vejo é tipo assim: as gravadoras fecham esses acordos onde eles tem sua publicidade, sua propaganda e direitos de turnê e eles te dão esse grande avanço. Nós dissemos não à isso por que para nós isso é importante. Isso é nosso. Para nós, eu sinto como se você assinasse esse contrato você é tão vendido como alguém que licencia algo pra um comercial. Eu quero dizer, eu deveria me sentir mais vendido se a gravadora estivesse fazendo dinheiro com nossos shows ao vivo. Eu estou feliz em falar sobre isso.  Nós na verdade tivemos alguns comentários. Quer dizer, você não nos vê bebendo. Não há lugar em que você nos veja bebendo. Não é como “Nossa, como é bom Bushmills”. Você não nos vê bebendo isso em nenhum lugar. As fotos só são fotos legais. Nós tivemos a aprovação de toda a dimensão artística. É tudo sobre amizade. Toda vez que eles tem um pequeno clic de nós, não estamos falando sobre Bushmills.Como não há menção de nós fazendo qualquer coisa com o produto deles.
P-Thugg: É tipo uma situação de ganha-ganha – o ganha –ganha de três vias. As pessoas do Bushmills ganham, nós ganhamos e os fãs ganham. Temos que colocar em um show melhor.
Dave 1: Nós colocamos todo o dinheiro de volta em tudo, os vídeos, o disco. Nós reinvestimos de volta em coisas, então todo mundo se beneficia.


Quando você reconheceu o sucesso e voltou à era do She’s in Control, tem coisas que se arrepende ou que faria diferente?

P-Thugg: A coisa toda! [risos]
Dave 1: Eu escutei ele outro dia e quer dizer, era uma droga, era bom. Não havia precedentes naquela época. As vezes eu olho paa trás e estou como  “Uh, a obra de arte.
É terrível.” Mas,, tipo,é o nosso primeiro album.
P-Thugg: Nós ainda estávamos procurando pelo nosso som.
Dave 1: Nós não tínhamos empresários; não sabíamos como um agente era. She’s in Control não estourou. Foi muito falho em vários níveis. Mas nós tivemos ‘Needy Girl’ e ‘Needy Girl’ era como um passaporte musical. Essa música foi pelo mundo todo, e os DJs a tocavam em todo lugar, mas não havia remixes em She’s in Control mas uma – na verdade uma péssima: Paper Faces.
P-Thugg: Nosso melhor remix foi dois anos depois.
Dave 1: A gravadora colocou todo o dinheiro dela pegando um remix DFA para Destination Overdrive’, e  eles estavam como ‘Nós gastamos tudo” e nós estavamos como, ‘nossa’. Então foi uma dura experiência de aprendizagem mas eu olho para trás e realmente de alguma forma eu estou mais orgulhoso do que nós fizemos, porque era só eu e o P, indo para todo lugar, só nós dois.
P-Thugg: Gravando tudo, mixando tudo…
Dave 1: Agora que eu olho para trás, nossa banda narra a vinda dos blogs ou youtube. Quando nós lançaos o primeiro álbum, MySpace ainda não existia e o youtube também não existia. Nosso vídeo de Needy Girl foi praticamente um dos primeiros vídeos virais... mas as pessoas tinham que mandar um link doido. É estranho porque nós meio que vimos tudo acontecer. DJs foram os primeiros a nos apoiar. Em primeiro lugar, é ralmente como isso chegou perto. Com o primeiro álbum eram os DJs e um vídeo de snowboard. Então muitas crianças aprenderam sobre nós através disso.

Quantos vídeos vocês fizeram com Surface to Air?

Dave 1: Dois. Eu gosto muito da Surface to Air. Nós devemos muito à eles – eles são tipo uma parte da nossa imagem, Nós colaboramos muito de perto com esses caras. A logo era deles, as pernas foram idéia deles, as capas para o Business Casual e Fancy Footwork foi deles. O cara que é dono da companhia toda é um grande amigo. Muito crédito tem que ser dado a ele... Nos divertimos nos vídeos mas nossos vídeos não são auto indulgentes, é realmente um serviço. Quero dizer, eu me divirto, mas realmente desejo que milhões e milhões de pessoas qe assistem os vídeos como ‘Night by Night’ se divirta mais que eu. Nós vemos isso como algo para realmente mostrar às pessoas um bom momento.

Como se sente em ter alguma influencia sobre os jovens músicos?

P-Thugg: É ótimo, especialmente quando nós pegamos perguntas, sabe, sobre produção com pessoas realmente interessadas no que está acontecendo por trás das cenas... mais especificamente me perguntando sobre o talk Box ou os sintetizadores que usamos. É muito recompensador.
Dave 1: Eu concordo com o P. É realmente humilhante, e nós falamos aos músicos o tempo todo e avisamos à eles e P está em contato com todos os caras e tal. Eu sinto que, ao mesmo tempo, quando limpa a fumaça, eu espero que em um ponto as pessoas notem que nós fomos osprimeiros a fazer isso – tão longe quanto o Funk dos anos 80. Obviamente tem o Daft Punk – eles insinuaram nisso. Mas em termos de realmente tentar reabilitar o Rick James, a coisa do Hall e Oates, os sintetizadores e tal... você sabe, nós fomos uns dos primeiros. Não que a gente queira um prêmio especial ou qualquer coisa, mas o reconhecimento soa bem quando a gente obtém isso. Mesmo nos nossos shows quando nós começamos, P tendo uma voz sintetizada era uma curiosidade. Ele iria “E aí?” e as pessoas ficariam como “O que é isso?” Não tivemos mais isso. Agora, as pessoas mal reagem. Mas quando nós começamos, era como “O que é isso? É um tubo! É um robô! É um cara!”.

Como foi colaborar com Yo Gabba Gabba! e escrever uma música que era infantil?
Dave 1: P sempre responde as perguntas do “Como foi”, mas outra coisa que nós deveríamos esclarecer é que nós não escrevemos aquela música. Acredite ou não, eles tem seus próprios compositores lá. Então todas as músicas do Yo Gabba Gabba! é como um cara. Eu acho que o nome dele era Ken Lee, esse cara asiático moderno com óculos grandes. Ele escreveu a coisa toda e mandou para nós, tipo, três músicas, elas tinham qualidade demo então a gente pegou as músicas, escolhemos uma e transformamos em uma coisa Funky do Chromeo.
P-Thugg: Todas as três idéias eram muito compatíveis para nós. Então ele tinha os caras na mente quando ele estava escrevendo?
Dave 1: Definitivamente, especialmente a que a gente escolheu. Um par de músicas já poderia estar esperando, mas aquela já era muito funky.

Então, Dave, você está terminando seu PHD em literatura francesa e agora está ensinando em Nova York. Como você consegue equilibrar isso com música e como é quando os alunos te reconhecem?
Dave 1: Eu realmente não sei. Você tem que perguntar aos meus estudantes, mas acho que é meio divertido para eles. Eu não penso nisso quando dou aula porque há muito para fazer. É difícil equilibrar. Ao mesmo tempo. com a banda, você tem tempo quando não está em turnê. Escrever músicas para nós felizmente é muito rápido.  E o modo que nós dividimos o trabalho, P pode fazer um monte de coisas na minha ausência e então eu posso vir e nós podemos trabalhar. Esperamos que na próxima vez que nós fizermos uma entrevista com a ION eu serei um bom professor.

Você já deu aula com sua jaqueta de couro?  
Dave 1: Eu já usei jaquetas de couro, mas essa é um pouco sem mangas demais, sabe?
Chromeo esta aí por 8 anos, o que desmente qualquer tipo de rumor que as pessoas possam ter sobre vocês. Quais são suas idéias sobre essa questão?
Dave 1: É compreensível. Quer dizer, olha como a gente parece. Esse cara tem um tubo na boca; Eu falo sobre garotas. Quer dizer, obviamente eu teria minhas suspeitas também. Mas eu acho que Fancy Footwork meio que dissipou isso. Quando começamos nós parecíamos com o White Stripes. Quero dizer, Jack White usando calças vermelhas, redemoinhos em todo lugar, ele parecia música retro também. Como é que ninguém acha que eles são uma banda de brincadeira? Eles vem fazendo a mesma coisa e a imagem é  super consistente. Talvez, subconscientemente nós tentamos aplicar isso. E se você olha para o que somos agora, as pernas estão em todo lugar, o logo cromado está em todo lugar, tudo é consistente. Nós estamos tentando criar um universo entre nós e as capas dos nossos álbuns, nossas letras e tema. Quanto mais você faz isso, mais difícil fica para os outros te imitar. É por isso, a propósito, que você não pode imitar Jack White, como “what are you gonna do?” Quero dizer, quem pode sair por aí imitando Jack White? Ele é intocável. Ele é o único que pode usar calças vermelhas, cantar do jeito que canta, e ter aquele som retro e obra de arte doida. Então eu acho que é um modelo legal para seguir. Isso é o que leva á credibilidade à longo prazo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Entrevista - Chromeo: Desafiando um gênero

Jordan do andPOP, entrevistou a dupla e foi tentar descobrir de onde vem o som do duo e, em qual 'gênero' eles melhor se encaixariam na música...
Nas palavras de Dave 1: "Electro...yeah...electro-pop...dance...funk...electro-funk, I mean...who cares anyway." 
indie-dance-new-disco (wtf! hahaha)
Falam um pouco sobre como Kraftwerk, Afrika Bambaataa no o início do 'electro', e as mudanças que Earth Wind & Fire trouxe para o 'funk'.
Também comentam a evolução do som deles, e Dave 1 dá um exemplo (bem interessante) ligado ao assunto.

Dá uma olhadinha:

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Duo electro-funk Chromeo fica Nostálgico no Wilensky's

O site eater.com fez um pequeno vídeo com o Dave e o Pee, voltando a um lugar que Dave costumava ir quando estava na escola. Muito bonitinho, vale a pena ver :D


Aqui está um vídeo do duo Electro-funk Chromeo visitando a famosa lanchonete Wilensky's Light Lunch em Montreal, Canadá (aberto desde 1932). O cantor e nativo de Montreal Dave 1 - cujo pai e avô comeram lá - relembra: "Eu me lembro quando estava na escola e comecei a vir aqui, assimo como na primeira série, quando eu comecei a sair no intervalo para almoçar e não comer na cantina da escola, caminhar até aqui que mal tinha tempo para comer."



Chromeo - wilensky from Studio1290 on Vimeo.


*modo groupie on* David, juro que se passasse por vc na rua assim, pulava no seu pescoço, bjs =X *modo groupie off* HAHAAH 

Chromeo Anuncia Risky Business Tour

O nome da nova turnê é "Risky Business Tour" (Turnê Negócio Arriscado), fazendo uma relação muito bem bolada com o nome do álbum, Business Casual. 



Quem deu a notícia foi o Pitchfork, via @Chromeo


Datas:
10-14 Las Vegas, NV - House of Blues *
10-30 Chicago, IL - Congress Theater ^
11-04 Dublin, Ireland - Tripod #
11-05 Birmingham, England - O2 Academy 2 #
11-06 Bristol, England - O2 Academy #
11-11 Sheffield, England - Plug #
11-12 London, England - Roundhouse #
11-13 Manchester, England - Academy 2 #
11-18 Paris, France - La Machine
11-19 Brussels, Belgium - Botanique
11-20 Eindhoven, Netherlands - STRP Festival
11-25 Zurich, Switzerland - Alte Borse
11-26 Munich, Germany - Erste Liga
11-27 Berlin, Germany - Maria
12-29 Gisborne, New Zealand - Rhythm & Vines Festival
12-31 Melbourne, Australia - Pyramid Rock Festival
01-01 Melbourne, Australia - Summadayze Festival
01-01 Sydney, Australia - Field Day Festival
01-02 Gold Coast, Australia - Summadayze Festival
01-06 Sydney, Australia Hordern Pavilion ~
01-07 Adelaide, Australia - Thebarton Theatre ~
01-08 Perth, Australia - Summadayze Festival
01-20 Quebec City, Quebec - Imperial
01-21 Montreal, Quebec - Metropolis
01-22 Toronto, Ontario - Opera House
02-03 Boston, MA - House of Blues
02-04 New York, NY - Terminal 5
02-05 Washington, DC - 9:30 Club
02-10 Vancouver, British Columbia - Commodore Ballroom
02-12 Portland, OR - Roseland Theatre
02-18 Oakland, CA - Fox Theatre
02-19 Pomona, CA - Fox Theatre

* with Neon Indian
^ with A-Trak, Kid Sister, Theophilus London
# with Midnight Juggernauts
~ with N.E.R.D



e nada de Brasil, por enquanto :(

sábado, 2 de outubro de 2010

Review de Business Casual

Eu não consigo decidir qual a razão “J’ai Claqué La Porte” é a melhor música do novo álbum do Chromeo: se é porque ela é tão diferente das outras músicas no álbum (a única musica em Francês) ou porque ela é na verdade, muito boa. 

O duo Electofunk de Montreal que você (espero) ouviu tanto nos últimos meses lançou seu terceiro álbum, Business Casual, e o assunto principal é exclusivamente a preocupação com vários relacionamentos com mulheres. A própria capa do álbum tem uma mulher da cintura pra baixo, em frente a uma copiadora.
Uma vaga familiaridade com o Chromeo vai dizer que esse álbum não é terrívelmente diferente dos materiais anteriores. É distinto deles, seria difícil confundi-lo com qualquer outra coisa. Dito isso, tudo parece de alguma forma inofensivo em comparação às canções potentes do repertório anterior deles. Basicamente, você pode tê-lo em segundo plano, sem aquela vontade incontrolável de dançar.
Não há dúvidas de que o álbum é impressionante, ele apenas não supera os trabalhos anteriores. Ele não exige que você  escute e saia dançando muito.
O duo uniu-se a Solnage Knowles – a legal, jovem e menos conhecida irmã da Beyoncè – na faixas “When the nights fall”,  bem como a artista inglesa Kesh, que empresta sua voz à faixa “Hot mess”.
Se você ainda não pegou o embalo da associação do Chromeo com seus homólogos e forte influência dos anos 70 e 80, Hall & Oates, você deveria estar apto para identificar isso nesse álbum, particularmente em faixas como “Grow Up”, “Don’t Turn the lights on” e Night by Night”. O grupo teve a oportunidade de tocar ao lado de Daryl Hall durante o festival de verão Bonaroo e você pode ver a colaboração entre Hall e Chromeo no youtube com uma nova pegada de um clássico de Hall & Oates, “I can’t go for that (No can Do).
Independentemente da capacidade de dança do novo álbum, esse é um álbum sólido e definitivamente vale à pena ouvir.
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Amigão, tenho que discordar de você. COMO ASSIM não dá pra dançar ouvindo o Business Casual? É tipo, só ouvir Night by Night! 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Discutindo Night by Night, Hot Mess, I'm not contagious e Make it Rough

Dave e Pee explicam o que significam as músicas "Night by Night", "Hot Mess", "I'm not contagious" e "Make it Rough".




Do site  The Fader: