quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Chromeo - Cuidando dos negócios

Eles se conheceram no colégio, amam karaokê e tocar músicas 'vintage' dos anos 80. Então...como eles se tornaram os mais legais e contemporâneos no cenário pop atual? Michael Wylie-Harris nos traz algumas respostas... Isso deveria ser um amuleto para o Chromeo. Agora, em seu terceiro álbum (Business Casual, lançado em 27 de setembro no Reino Unido), o duo canadense de repente está incendiando a blogosfera e sendo convidado para participar do David Letterman. Dave 1 e P-Thugg (nomes reais David Macklovitch e Patrick Gemayel) fazem electro pop 'glitterball' em - você adivinhou - sintetizadores retrô de 1980, com distorções de vozes lançadas na medida certa. A última faixa do álbum, um grudento synth-driven electro-funk-pop em alta octanagem (no ITunes foi lançada com uma colaboração exclusiva de Ezra Koening, do Vampire Weekend), tomou forma na infecciosa "Could Be Wrong". Batemos um papo com o vocalista Dave 1...

Seu single atual se chama 'Don't Turn the Lights On' (Não Acenda as Luzes)... O Chromeo prefere fazer as coisas no escuro?
Depende da situação. Eu achei que provavelmente não tivesse muito na moda falar sobre "fazer algo no escuro", mas isso pode ser ser divertido....

Então..., você trabalhou com Exra Koening do Vampire Weekend... Como isso aconteceu?
Ezra e eu somos amigos há uns bons anos. Ele é um grande parceiro musical, vamos ao karaoke juntos e fazemos coisas desse tipo, então....já fizemos outros duetos muitas outras vezes antes. Ele é como se fosse um fã antigo do Chromeo - ele foi ao nosso segundo show em Nova York, conhece a banda há um bom tempo; muito antes do Vampire Weekend. Quando ele começou o Vampire, imediatamente eu me tornei fã também, eu sabia que ía ser algo grande. Conheço ele há uns 6 ou 7 anos talvez. Ele ía ao Columbia, onde eu ía. Uma vez ele chegou em mim e falou "Hey, Eu adoro Chromeo", e eu "Como você sabe a quantas anda o Chromeo?". Ele disse que tava no show de ontem e eu pensei na loucura disso, sabe, que alguém nos conheceria depois do segundo show. Nós mantivémos contato por um tempo, aí nos distanciamos um pouco, mas ficamos próximos de novo há alguns anos.

Então, vocês vão ao karaoke juntos.... O que vocês cantam?
Ah, faz tempo... Deixa eu pensar.... Ah, nós acabamos com “Free Fallin’” do Tom Petty, é...fizemos um pouco disso juntos. Eu cantava os versos e ele o refrão. Eu lembro que cantamos ‘Diamonds On The Soles Of Her Shoes’ do Paul Simon uma vez. Ele é um cantor fenomenal, vc sabe, não posso competir com ele vocalmente. Não mesmo. Ele é incrível.

Isso acontece depois de alguns drinks?
Não, não, a gente não bebe. Quero dizer, mal bebe. Talvez algumas cervejas...

Vocês escreveram a música juntos?
Sim, fizemos juntos. Bem, fizemos a letra juntos. Foi muito divertido cara.

Se colocássemos uma arma na sua cabeça, e te obrigasse a descrever o último álbum, o que você diria?
Você não precisa colocar uma arma na minha cabeça, só um gravador na minha boca. Ele é mais trabalhado e sofisticado, musicalmente falando, do que o anterior. Ainda é similar ao que fizemos com o último álbum, mas eu acho que, nos leva em uma direção mais interessante e sofisticada.

Oh, normalmente vocês odeiam fazer isso (colocar as armas longe)... O processo de gravação foi diferente?
Nós usamos muito do mesmo equipamento. Nós sempre usamos velhos sintetizadores dos anos 80, embora elas eram novas aquisições para nós. Eu acho que talvez o processo de composição tenha sido diferente... Pete e eu escrevemos músicas juntos no piano;sabe, como a velha escola dos compositores faz e então traduzindo para o som do Chromeo depois. Foi muito legal, na verdade, eu acho que rendeu bons resultados. Também, nós fizemos versões acústicas agora pela primeira vez.

Ooh... Vocês sempre fazem a versão acústica ao vivo?
Nós fazemos às vezes, só em ocasiões especiais. Vai na verdade ser um vídeo on line da gente fazendo três músicas acusticamente. É realmente divertido. Nós somos um grupo de música eletrônica mas o fato de podermos fazer esse tipo de coisa é o que nos separa do pacote, sabe...
Como as composições acontecem? É a batida primeiro ou palavras e melodia?
Isso depende. As vezes eu chego com as palavras primeiro e a então a melodia e o refrão e o conceito que acompanha. As vezes é o contrário.

Quão importantes são as letras?
As letras são muito importante para nós. No mundo da música eletrônica nós somos uma das bandas mais focadas nas letras. O que seria de “Needy Girl” sem ser sobre uma garota necessitada? O que seria de “Momma’s Boy” sem ser sobre um garoto da mamãe? Sabe, o que são as músicas sem as letras? Elas são cruciais.

Vocês fizeram alguns remixes de perfis bastante elevados. Isso é uma coisa que vocês curtem fazer?
Nós só fazemos remixes quando há um tipo de conexão especial aí, sabe. Nós não somos grandes produtores de Remix. Nós não fazemos isso o tempo todo, só realmente fazemos se alguém me pergunta se sabemos. Você sabe, os amigos costumam dizer que Vampire Weekend pediu a mim ou Aeroplane. Se ele nos pediu, então nós vamos fazer isso...

Como você e Pete se conheceram e formaram a banda?
Nos conhecemos no colégio. Fazemos música desde que tínhamos 15, 16 anos. Nós estávamos fazendo projetos diferentes então o Chromeo meio que aconteceu há seis ou sete anos atrás.

Fonte: tourdates.co.uk

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