domingo, 20 de novembro de 2011

Q&A: Chromeo

David Macllovitch (Dave 1) e Patrick Gemayel (P-Thugg) se conheceram no colégio em Montreal, mais tarde assinaram com o selo do produtor e DJ canadense Tiga, para o lançamento do seu primeiro EP em 2004 "She's In Control". Em seguida veio "Needy Girl" que colocou os holofotes internacionais no talento para o eletrofunk do duo, colocando-os como queridinhos para fazer remixes de Cut Copy, Feist e Vampire Weekend
Macklovitch e Gemayel causaram um grande impacto, tanto na crítica quanto nas vendas, com o segundo álbum "Fancy Footwork", que provou ser uma mina de sucessos, tão popular quanto uma musiquinha de comercial, assim como foi a história de sucesso nos clubs.
Com uma data marcada no London Forum, 25 de novembro, Andy Malt se encontrou com o vocalista Dave 1 para conversar sobre a exploração no passado, o progresso no presente e os planos para o futuro.



AM: Quando vocês começaram a fazer música juntos, no colégio, qual era o tipo de som naquela época?
DM: Isso foi em 1992, eu tinha 14 anos. Eu diria que as músicas eram um tipo de jazz ácido no início. O primeiro disco do Jamiroquai tinha acabado de sair. Estávamos curtindo muito aquilo, Incognito, Brand New Heavies - Eu tava re-ouvindo aqueles discos à propósito. É hora de trazer o jazz ácido de volta! O primeiro álbum do Roots teve uma grande influência pra gente também. Aí embarcamos no funk dos anos 70 e 80 e começamos a produzir discos de hip hop com tudo que 'arquivamos'.

AM: Quanto tempo levou pra vocês desenvolverem um som que fosse reconhecido como "Chromeo" ? Foi uma direção que vocês tomaram intencionalmente ou algo que naturalmente aconteceu?
DM: Levou um tempo. Não tínhmaos uma direção criativa definida quando assinamos com a Turbo, não sabíamos o que estávamos fazendo. Simplesmente começamos a fazer músicas que não eram mais hip hop e naturalmente a coisa se desenvolveu daí. Pee se aprofundou nos sintetizadores, eu escrevi mais letras. De algum lugar na linha do funk dos anos 80 veio a influência que uniu tudo isso. Pegamos discos como Les Rythmes Digitales e "Discovery" do Daft Punk, e queríamos levar isso ainda mais longe. Fizemos "Woman Friend", aí "So Gangsta". Na hora que "Needy Girl" surgiu, a direção ficou clara...

AM: Como você o progresso do Chromeo ao longo do tempo? É algo que você poderia continuar por tempo indeterminado, ou algo com um tempo limitado de alguma maneira?
DM: Indefinido, enquanto provármos para nós mesmos que podemos continuar a expandir nosso som o suficiente para colocar mais idéias nele, que inicialmente não correspondem ao estilo do Chromeo. Pegue "Moma's Boy" ou "J' ai Claqué la Porte", por exemplo. "Momma's Boy" ainda é um dos nossos maiores sucesso - uma vez que vimos como ela foi recebida, foi tipo "Ok, podemos fazer qualquer coisa dar certo com o Chromeo". O mesmo foi com "Don't Turn the Lights On". Nosso desafio artístico é refinar nosso som, fazê-lo mais sofisticado, rico, mais polido, nos tornar melhores compositores e instrumentistas, e ao mesmo tempo manter a ingenuidade de músicas como "Tenderoni" ou "Bonafied". É uma tarefa difícil e poderíamos ficar nisso por um tempo.

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AM: Vocês estão se preparando para gravar seu quarto álbum agora. Quando vocês começam? Vocês já tem isso mapeado, ou as canções vão tomar forma no estúdio?
DM: Eu tenho trazido algumas idéias de músicas durante o ano e Pee está pra começar as demos no mês que vem. Nós dois vamos escrever algo em março e, mais ou menos em junho começemos a gravar.


AM: Você produziu o novo álbum de Adam Kasher, "Challenging Nature". Produzir outros artistas é algo que gostaria de fazer mais vezes? E qual a diferença de produção do seu próprio trabalho?
DM: Produzi o álbum do Adam Kesher porque eles são grandes amigos meus da gravadora. Havia uma conexão pessoal. Quero fazer mais trabalhos como esse, mas também quero manter o bom momento do Chromeo, então....veremos. Quando estou produzindo algo pro Chromeo, quero vê-lo com a mesma perspectiva crítica como se fosse o trabalho de outra pessoa. Acho que aprendi bastante com coisas que poderíamos ter feito nos nossos últimos lançamentos e estou ansioso para exigir mais de mim mesmo com o próximo álbum.


AM: Como surgiu a colaboração com Solange Knowles em "Business Casual", e como foi trabalhar com ela?
DM: Ela é uma grande amiga do meu irmão A-Track. Queríamos uma voz feminina para dar um 'up' na música, e ela foi a primeira que pensamos. Ela é realmente uma pessoa muito agradável para se trabalhar. As sessões foram divertidas, a irmã dela estava lá também, ficamos batendo papo. Na verdade, nós acabamos de nos apresentar em um grande programa americano de TV (Late Night with Jimmy Fallon) com Solange na semana passada.


AM: Quem mais está na sua lista de pessoas com quem você gostaria de trabalhar? Alguma delas foi escalada para aparecer no próximo álbum?
DM: Não, não tem lista. Tudo acontece naturalmente.


AM: Agora está fazendo quase um ano desde o lançamento de "Business Casual", as músicas mudaram desde quando vocês começaram a tocá-las ao vivo?
DM: Fizemos pequenas mudanças na estrutura, duração e arranjos para melhorá-las ao vivo. "Night by Night" quase não mudou. "Don't Turn the Lights On" e "Night Falls" estão sempre mudando, então...depende.


AM: Vocês irão tocar em Londres no dia 25. O que as pessoas podem esperar do seu último show de 2011?
DM: Dançar e cantar muito, como sempre. E uma grande emoção e gratidão da nossa parte.

AM: Vocês anunciaram Skream para abrir o show. São fãs dele?
DM: Com certeza - Ele fez nosso primeiro remix na campanha do "Business Casual". É um cara legal.

AM: Que outros artistas você está escutando no momento?
DM: O trabalho novo do Drake, do M83 e ASAP Rocky. E coisas antigas, claro.



Fonte: TheCMUwebsite

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